SUS e convênio no mesmo prontuário: como acabar com o faturamento em duas planilhas
Como atender SUS e operadoras no mesmo fluxo, com a tabela certa (SIGTAP ou TUSS) e a revisão de faturamento feita antes …

Quem administra uma clínica que atende SUS e convênio conhece a rotina: dois processos, duas tabelas de códigos e uma planilha no meio tentando reconciliar tudo. O SUS fatura em SIGTAP, pelo BPA, APAC ou AIH. As operadoras faturam em TUSS, pelo padrão TISS. E muitas vezes a equipe só descobre quem paga o atendimento na hora de faturar, semanas depois de o paciente ter ido embora.
O resultado é retrabalho: código corrigido à mão, guia devolvida, autorização que faltou, e glosa chegando quando ninguém lembra mais do atendimento.
O problema começa na recepção
A maior parte dos erros de faturamento não nasce no faturamento. Nasce quando o atendimento é aberto sem que o pagador esteja definido, ou quando o mesmo procedimento é registrado de um jeito para o SUS e de outro para o convênio. Daí em diante, cada setor corrige o que pode, e a planilha vira a única fonte de verdade.
Um atendimento, qualquer pagador
No Aente, a recepção e o médico declaram o pagador de cada atendimento: Particular, SUS ou um contrato de convênio habilitado naquela unidade. A partir daí, o tipo de pagador define as regras:
- Convênios faturam em TUSS, pelo padrão TISS.
- SUS fatura em SIGTAP, pelo BPA, APAC ou AIH.
- O sistema impede que um contrato seja configurado com o canal de faturamento errado.
Equivalências entre SIGTAP e TUSS
O mesmo exame tem um código na tabela SIGTAP e outro na TUSS. No Aente, cada código SIGTAP fica ligado ao seu equivalente TUSS. Assim, o procedimento é registrado uma vez e faturado no padrão certo, seja quem for o pagador.
Tabela de regras de cada convênio
Cada operadora tem seus preços, limites e exigências de autorização. No Aente, a tabela de regras de cada contrato pode ser importada e exportada em um único arquivo CSV, com nomes de colunas em português e um modelo pronto para preencher. A atualização deixa de depender de alguém digitando linha por linha.
A revisão acontece antes de o paciente sair
Quando o médico clica em Finalizar Atendimento, o Aente confere o atendimento contra o pagador:
- SUS: o CNS do paciente, o vínculo da unidade no CNES e os limites da SIGTAP (sexo, idade e quantidade).
- Convênio: a carteirinha e os códigos da guia TISS.
- Qualquer pagador: se o contrato é válido naquela unidade.
O sistema avisa e nunca bloqueia o atendimento. O cuidado com o paciente vem primeiro.
Os atendimentos com pendências vão para a fila de Revisão de faturamento, separados em Incompleto, Pronto e Não verificado. Ali a equipe de faturamento corrige o código da guia, o CBO, a quantidade ou a autorização enquanto o atendimento ainda está fresco.
O que muda na prática
- Recepção e médico seguem um único processo, independentemente de quem paga.
- O faturamento recebe atendimentos já codificados no padrão do pagador certo.
- Os problemas aparecem no dia do atendimento, não semanas depois.
Não existe sistema que garanta pagamento. O que o Aente faz é sinalizar os problemas antes do envio, o que reduz o risco de glosa e diminui o retrabalho entre recepção, médico e faturamento.
Para quem é
Clínicas e grupos médicos com receita mista de SUS e convênios, e os gestores de faturamento que hoje fecham o mês reconciliando planilhas.
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